quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

ALMA DO TEMPO


Alma do tempo


Embeveci com a certeza do teu olhar,
entrei na doçura da tua alma,
fascinei-me com seu jeito amável.
Mergulhei no teu pensamento
entrei no teu íntimo.
Abra-me teu coração
por um instante terei o teu corpo.
acariciarei a tua vaidade
massagearei o teu ventre.
O bailar suave de nossos corpos
inalarão gotículas de prazer
levá-la-ei ti a êxtase
Te farei feliz.
Não ignoremos o tempo
aceitemos a verdade.
deixa tudo para depois
nada é mais precioso, agora
precisamos somente de uma chance
para contemplarmos a magnitude da vida.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O PULSAR DA VIDA


       O pulsar da vida.



Andei na escuridão
Sem destino, sem norte,
Me perdi por um tempo
Até que nasceu o sol.
Você.
Desfez em mim o gelo
Aqueceu o meu corpo
Fotossinteou minha energia,
Afastou as agruras
Fez-me feliz.
Você
A vida pulsou derivamente, ao prazer
para o amor cingir ao menos uma gota.
Como os girassóis ciciando ao vento
O sopro na vela que se apaga
Para unir nossos corpos.
Você.




                                   Antonio de Paula.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012


              DIVA

Minha estrela da manhã,
és a seiva que alimenta minha alma
o regato que refresca o meu corpo
a cor que alegra os meus olhos
a luz que direciona meus passos.
Ès ritmo e melodia
dissabor, mas também alegria.
ouço tua voz rompendo meu silêncio
despertando-me para o amanhecer
mas, tão breve, se afastas de mim.
As manhãs ficam gris e chega o temporal
olho pela vidraça, e vejo-a distanciar.
Volta o silencio a incerteza
sinto-me como um bicho selvagem
acuado entre as lanças
cintilando em minha direção
meu olhar vagueia buscando-a na multidão
mas, a chuva é impiedosa
você desaparece tão depressa!
Se evapora tirando a minha alegria
deixando umedecidos os meus olhos.




Antonio de Paula

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Musa do Seresteiro




MUSA DO SERESTEIRO

Lá vem ela sorrateira
Sobre os montes.
De mansinho clareando,
Água da fonte

És musa do seresteiro,
Que inspira a cantar
Brilha o ano inteiro
A sorri, a clarear.

Traz consigo a saudade
De alguém
Leva contigo uma mensagem
Para o meu bem.

Ilumina os meus passos
Com a sua magia
Clareia o que faço
É pura poesia.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

AMIZADE

A amizade é uma conquista enobrecedora. Chega por um aperto de mão, um sorriso ou uma breve convivência, e vai aos poucos ganhando espaço em nossas vidas. Fortalece-se com a sinceridade, o respeito e a verdade. Não a barganhamos, não impomos condição para recebê-la, tão pouco imploramo-la. Ela é tão valiosa que transcende outro sentimento universal, que é o amor. Algumas se perpetuam por a toda vida, outras se fragmentam por razões inconcebíveis. A amizade é complacência, também perdão, porque erramos e perdoamos para mantê-la arraigada entre nós. Não se fundamenta na satisfação própria, mas na primícia do servir, assim nos tornamos engrandecidos e fortes. Filósofos, poetas e músicos se apologizam sabiamente a amizade. Aristóteles a coloca como um bem desejável, Sêneca dissertou-a como equidade da natureza humana. Um poeta cantou aos quatro cantos que desejava ter um milhão de amigos, outro quis guardá-lo do lado esquerdo do peito, debaixo de sete chaves, para nunca perdê-lo, é claro! Em nossa linha filosófica, a amizade é o baluarte da boa vivência em sociedade assim como o homem de Neanderthal já o fazia. A amizade nos conduz à auto-afirmação do ciclo social da vida. Uma convivência amiga nos traz alegria e nos humaniza. Portanto. Cultuemo-a na sua mais pura essência.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CRISTAIS PARTIDOS

Sentimentos escondidos em palavras.
Palavras frágeis que não dizem a verdade.
Melodia triste me emerge a você,
Sem preceito algum,
Difícil de entender,
Dissabor de uma perda,
De algo que nunca existiu 
Voo cego, abismo.
A fenda se abriu
Sorriso apagado,
sonhos perdidos,
espelho quebrado,
cristais partidos,
alquebrantados,
rosto meigo,
aguça meu olhar.
A leveza de sua voz
viajo-me no linear.
A sinuosidade do teu corpo,
impossível não encantar
o desejo que eclode na alma
transfigura o meu pensar,
fantasias solitárias, 
distância malditas.
Aquele olhar que outrora sorrira,
já não tem o mesmo brilho.
Tudo foi breve, fulgaz.
Ficou apenas saudades.


Antonio de Paula

A DEUSA DESFILA SOB MEU OLHAR

A DEUSA DESFILA SOB MEU OLHAR

Chegaste por uma manhã translúcida,
com um sorriso encantador,
e olhar meigo.
Estavas linda!
Parecia uma Deusa egípcia,
Nefertiti ou Ísis, da beleza ou do amor.
Como posso saber? Se a tenho apenas em meus desejos.
Não percebeste, mas tudo mudou.
Uma força maior me empurrou para o inesperado, 
o acaso do destino me fez cruzar teu caminho.
Tive um sentimento incontrolável, intenso e pecador.
Vieste suavemente como um bálsamo,
Que alivia e acalenta.
Inalando seu perfume.
Teu rosto harmonioso emoldura um sorriso angelical.
Uma voz suave, quase um sussurro.
Vez outra, a encontro com o rosto apoiado sobre a palma da mão.
Se esvaída em pensamentos distantes.
Séria, olhar perdido.
Peço-lhe um sorriso, vejo seus lábios se afrouxarem,
Mas és como a gota de orvalho que dissipa por entre as folhas.
Fica apenas o deslumbre da Deusa sob meu olhar.



Antonio de Paula