DIVA
Minha estrela da manhã,
és a seiva que alimenta minha alma
o regato que refresca o meu corpo
a cor que alegra os meus olhos
a luz que direciona meus passos.
Ès ritmo e melodia
dissabor, mas também alegria.
ouço tua voz rompendo meu silêncio
despertando-me para o amanhecer
mas, tão breve, se afastas de mim.
As manhãs ficam gris e chega o temporal
olho pela vidraça, e vejo-a distanciar.
Volta o silencio a incerteza
sinto-me como um bicho selvagem
acuado entre as lanças
cintilando em minha direção
meu olhar vagueia buscando-a na multidão
mas, a chuva é impiedosa
você desaparece tão depressa!
Se evapora tirando a minha alegria
deixando umedecidos os meus olhos.
Antonio de Paula

