quarta-feira, 28 de novembro de 2012


              DIVA

Minha estrela da manhã,
és a seiva que alimenta minha alma
o regato que refresca o meu corpo
a cor que alegra os meus olhos
a luz que direciona meus passos.
Ès ritmo e melodia
dissabor, mas também alegria.
ouço tua voz rompendo meu silêncio
despertando-me para o amanhecer
mas, tão breve, se afastas de mim.
As manhãs ficam gris e chega o temporal
olho pela vidraça, e vejo-a distanciar.
Volta o silencio a incerteza
sinto-me como um bicho selvagem
acuado entre as lanças
cintilando em minha direção
meu olhar vagueia buscando-a na multidão
mas, a chuva é impiedosa
você desaparece tão depressa!
Se evapora tirando a minha alegria
deixando umedecidos os meus olhos.




Antonio de Paula

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Musa do Seresteiro




MUSA DO SERESTEIRO

Lá vem ela sorrateira
Sobre os montes.
De mansinho clareando,
Água da fonte

És musa do seresteiro,
Que inspira a cantar
Brilha o ano inteiro
A sorri, a clarear.

Traz consigo a saudade
De alguém
Leva contigo uma mensagem
Para o meu bem.

Ilumina os meus passos
Com a sua magia
Clareia o que faço
É pura poesia.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

AMIZADE

A amizade é uma conquista enobrecedora. Chega por um aperto de mão, um sorriso ou uma breve convivência, e vai aos poucos ganhando espaço em nossas vidas. Fortalece-se com a sinceridade, o respeito e a verdade. Não a barganhamos, não impomos condição para recebê-la, tão pouco imploramo-la. Ela é tão valiosa que transcende outro sentimento universal, que é o amor. Algumas se perpetuam por a toda vida, outras se fragmentam por razões inconcebíveis. A amizade é complacência, também perdão, porque erramos e perdoamos para mantê-la arraigada entre nós. Não se fundamenta na satisfação própria, mas na primícia do servir, assim nos tornamos engrandecidos e fortes. Filósofos, poetas e músicos se apologizam sabiamente a amizade. Aristóteles a coloca como um bem desejável, Sêneca dissertou-a como equidade da natureza humana. Um poeta cantou aos quatro cantos que desejava ter um milhão de amigos, outro quis guardá-lo do lado esquerdo do peito, debaixo de sete chaves, para nunca perdê-lo, é claro! Em nossa linha filosófica, a amizade é o baluarte da boa vivência em sociedade assim como o homem de Neanderthal já o fazia. A amizade nos conduz à auto-afirmação do ciclo social da vida. Uma convivência amiga nos traz alegria e nos humaniza. Portanto. Cultuemo-a na sua mais pura essência.