domingo, 22 de setembro de 2013

CAMINHO DE OUTONO.

Quando aqui estiver, segurarei em tuas mãos!
Caminharemos sob o outono desfolhado.
Debaixo de pingos do sol, no aquecer das manhãs.
Se teus olhos se espelharem  em tua alma,
Meu sentimento tocar em teu coração!
Teus lábios disserem sim ao menos uma vez.
sentirei-me feliz.

Ah! Que bom se aqui estivesse,
Presente de corpo e pensamento.
Ouvindo-me um simples pedido.
Assentindo com o teu coração. 
Ao ouvir-me, entenderia os meus anseios.
Acaso silenciasse, ouviria no teu olhar.
A sutileza na tua afirmação!

Mas, quando aqui, chegares.
Saciarei os meus desejos.
Apagarei a minha saudade!
Aquecer-me-ei em teu corpo.
Serei um homem feliz!
Ainda que tua presença.
Seja tão somente física.


Antonio de Paula.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

PASSOS


Passos


Teus passos ressoaram sobre a noite.
Suave como o teu falar!
Melodiosos  como o tilintar dos sinos.
Que a Calidez da noite, me deixou entristecido!
Se ao menos pudesse seguí-los!
Afugentaria meu pensar sangrido.
Teu olhar não me fê-lo, quando se foi.
Como o fiz até o último brilho na penumbra
Tua silhueta foi a derradeira imagem,
Que ficou memorizada em minha mente!
Lembramentos tórridos, inquietos!
Saudade que debruçam sobre mim.
Esperança teimosa, valente, incansável!
Ah!... Se compreendesse teu instinto
Alheio ao Eu, indiferentemente inanimado!
E pudesse sentir o sabor de um dia alegre.
Quão escasso com a tua partida!
Compreendo que é ínfima, minha importância.
Para ti, nada acrescentei!
Contudo, a tua aura é grandiosa!
Reluzente aos meus passos!



                                               Antonio de Paula.

terça-feira, 12 de março de 2013

MIRAGEM DOURADA


Miragem dourada


A distância era odiosa.
Impossível revê-la tão breve.
Afoguei-me nas perdidas ondas.
Sobre o sol rutilante do meio dia.
Estava eu sozinho meio a multidão,
Sentado sobre a areia molhada.
Banhistas desfilavam sobre o meu olhar evasivo.
Desvelei minhas pálpebras e por um instante:
Você corria em minha direção,
Bailava ao vento em pura beleza!
Aquele sorriso esplêndido.
O cabelo dourado esvoaçava ao vento.
A veste fina transparecia tua exuberância.
Era um momento indescritível!
Preludialmente intensificado pelos nossos sonhos.
Impulsivo, jogo me a ti.
Nossos corpos se estremeceram.
Amamo-nos ao bramir das ondas.
Sob o céu dourado do entardecer.
Quando o negrume se pontilhou de luz.
Extasiamos na doçura do prazer.
Docilmente compassivo.
Alheio ao mundo, sobre a areia molhada.
Estávamos Sós, ouvindo o mar.
No quietar da noite sentia o teu coração.
Repousado sobre mim, até adormecer.
Pestanejei os olhos.
A miragem se desfez perdidas nas ondas.


Antonio de Paula.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sonho glorioso


Sonho glorioso

Conhecer você foi um sonho glorioso!
Ficar junto de ti, é ainda maior.
Sonho indecifrável!
São momentos inefáveis.
Porém, repentinos e fugazes.
O mundo se fecha em mim,
meu coração bate descompassado.
Tudo se silencia para sentir a tua presença.
E quando você parte, fica um vazio fustigante.
Caminho por um deserto sombrio,
Um resquício de saudade tange meu horizonte.
Você parte sem nunca ter chegado.
Às vezes, te aflora o desprezo,
Mesmo assim desconsidero e passo adiante.
Não me conheço.
Não entendo o que acontece comigo,
Sinto um desejo exacerbado e silencioso por ti!
Fico cambalido, mas preciso continuar.
Debruço no tempo, esperando que tudo passe.
O tempo passa... Passa...
Em vão!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

SILÊNCIO ABISMAL





Silêncio abismal                      

Não se afaste de mim, agora.
Preciso contemplá-la! Um pouco mais,
Deixe-me, emoldurar a tua imagem,
para que a tenha sempre em minha mente.
Não me deixe cair na abismal solidão.
Permita-me refazer, antes de partir.
Não arranque de mim esse sentimento.
Não posso mudá-lo tão de repente.
Como se muda uma peça de xadrez.
Entenda-me.
Sabes o quão é difícil,
Desvencilhar meu pensamento em você.
Que é: Forte, silencioso, intempestivo, mas é bom.
Não tivemos os mesmos sonhos.
Não vivenciamos as mesmas alegrias.
Nossos caminhos seguiram opostos.
Em uma noite de inverno,
Desvaneci todos os meus sonhos.
Mas, não se afaste de mim, agora e nunca!
Preciso apreciar você.
Ainda que seja ocultamente soluçante.


Antonio de Paula.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

AUSÊNCIA


   AUSÊNCIA

Das lágrimas,
Ao sorriso.
Lindo! Afável,
Ainda que triste, o coração,
a alegria extravasa em sua face

Não digas nada!
Deixe que o silêncio
Permita-me apreciar - te.
Um dia não basta,
para sentir a tua presença.
Todo tempo será insuficiente.

Subitamente a ausência,
Remete-me à lembranças aprazes,
Reelembramentos nostálgicos,
Logo, me vem o desejo de reencontrar - te.

Irei às alturas,
Voarei nas asas do sonho
Vislumbrarei-a todo tempo
Verei-a em todo lugar,
No recôndito da alma!
Em pensamentos eternizados.