segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

SILÊNCIO ABISMAL





Silêncio abismal                      

Não se afaste de mim, agora.
Preciso contemplá-la! Um pouco mais,
Deixe-me, emoldurar a tua imagem,
para que a tenha sempre em minha mente.
Não me deixe cair na abismal solidão.
Permita-me refazer, antes de partir.
Não arranque de mim esse sentimento.
Não posso mudá-lo tão de repente.
Como se muda uma peça de xadrez.
Entenda-me.
Sabes o quão é difícil,
Desvencilhar meu pensamento em você.
Que é: Forte, silencioso, intempestivo, mas é bom.
Não tivemos os mesmos sonhos.
Não vivenciamos as mesmas alegrias.
Nossos caminhos seguiram opostos.
Em uma noite de inverno,
Desvaneci todos os meus sonhos.
Mas, não se afaste de mim, agora e nunca!
Preciso apreciar você.
Ainda que seja ocultamente soluçante.


Antonio de Paula.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

AUSÊNCIA


   AUSÊNCIA

Das lágrimas,
Ao sorriso.
Lindo! Afável,
Ainda que triste, o coração,
a alegria extravasa em sua face

Não digas nada!
Deixe que o silêncio
Permita-me apreciar - te.
Um dia não basta,
para sentir a tua presença.
Todo tempo será insuficiente.

Subitamente a ausência,
Remete-me à lembranças aprazes,
Reelembramentos nostálgicos,
Logo, me vem o desejo de reencontrar - te.

Irei às alturas,
Voarei nas asas do sonho
Vislumbrarei-a todo tempo
Verei-a em todo lugar,
No recôndito da alma!
Em pensamentos eternizados.