quarta-feira, 17 de julho de 2013

PASSOS


Passos


Teus passos ressoaram sobre a noite.
Suave como o teu falar!
Melodiosos  como o tilintar dos sinos.
Que a Calidez da noite, me deixou entristecido!
Se ao menos pudesse seguí-los!
Afugentaria meu pensar sangrido.
Teu olhar não me fê-lo, quando se foi.
Como o fiz até o último brilho na penumbra
Tua silhueta foi a derradeira imagem,
Que ficou memorizada em minha mente!
Lembramentos tórridos, inquietos!
Saudade que debruçam sobre mim.
Esperança teimosa, valente, incansável!
Ah!... Se compreendesse teu instinto
Alheio ao Eu, indiferentemente inanimado!
E pudesse sentir o sabor de um dia alegre.
Quão escasso com a tua partida!
Compreendo que é ínfima, minha importância.
Para ti, nada acrescentei!
Contudo, a tua aura é grandiosa!
Reluzente aos meus passos!



                                               Antonio de Paula.