quarta-feira, 18 de março de 2015

IMAGEM

Ela chegou por uma manhã de bruma densa.
Mesmo tênue, a imagem era bela.
Tinha a sensibilidade e a delicadeza das flores.
Trouxe consigo o frescor da vida.
Contagiou-se com sua alegria.
Falava manso! Tocando o coração.
Era suave como a brisa.
Mas, o destino já estava escrito.
Nada poderia mudar.
Pensar-se-ia do conflitante ao assentimento.
Um dia partiu sem nada dizer.
O silêncio se fez, a voz calou.
A imagem se eternizou em bronze.
Lindamente impagável.
Já havia criado lastro.
Fizera sua própria história.
Esvaeceu-se ao cair da tarde.
Partiu no ocaso do Sol.
Deixando um enorme vazio.
Chamado saudade.

Antonio de Paula