quarta-feira, 17 de junho de 2015

O VOO DA BORBOLETA



O voo da Borboleta.
Vieste bailando ao vento. Com seu sorriso cativante. Invadindo meu pensamento. Fazendo-me lembrá-la a todo instante. Chegara na cadência do tempo. Transformando minha vida. Ah! Se estivesse em seu pensamento. Tirar-me-ia da elouquência incontida. Estava serena, tão calma. Tinha o olhar iluminado. Dava-me uma dimensão na alma. Por momentos tão sonhados. Vidas únicas serenas. Transformadas em alegria. Deslumbrando inspirações, poemas. Encantando-me com sua simetria. Tua imagem, jamais se apagará. Sinto uma saudade incontida. Ainda sinto o seu pulsar. Lembrarei por toda vida.
Antonio de Paula.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

À MINHA ADORÁVEL LINA


À minha adorável Lina. 

Teu olhar brilhou
Orvalhado 
era uma lágrima.
Como orvalho no cipreste,
estava radiante.
Estava tão verde,tão belo...
Choravas de alegria,
Sem grande motivo,
Por um simples acontecimento 
sem relevância.
Mas era uma lágrima, 
um manifesto,
Era amor.
Amor latente no coração,
Pretensioso, afável,
contínuo, extravasado,
Inalienável, permanente,
Doce e tenro amor.
Estavas tão linda,
Cachos flutuando ao vento.
Lábios risonhos,
olhar embevecido,
Caminhando ao me lado, 
Sonhando juntos.
Mal pude esperar o tempo passar, para amar-te.
Amo-te,
Amar-te-ei,
Amaralina.

ANTONIO DE PAULA

quarta-feira, 18 de março de 2015

IMAGEM

Ela chegou por uma manhã de bruma densa.
Mesmo tênue, a imagem era bela.
Tinha a sensibilidade e a delicadeza das flores.
Trouxe consigo o frescor da vida.
Contagiou-se com sua alegria.
Falava manso! Tocando o coração.
Era suave como a brisa.
Mas, o destino já estava escrito.
Nada poderia mudar.
Pensar-se-ia do conflitante ao assentimento.
Um dia partiu sem nada dizer.
O silêncio se fez, a voz calou.
A imagem se eternizou em bronze.
Lindamente impagável.
Já havia criado lastro.
Fizera sua própria história.
Esvaeceu-se ao cair da tarde.
Partiu no ocaso do Sol.
Deixando um enorme vazio.
Chamado saudade.

Antonio de Paula

quarta-feira, 23 de julho de 2014

OLHAR CEGO




OLHAR CEGO



UM OLHAR CEGO CORRENDO EM PENSAMENTOS.
ALIMENTANDO A ALMA ESQUECIDA.
DESVAIRANDO AS EMOÇÕES.
UMA ELOQUENTE SAUDADE DOÍDA.
QUISERA QUE UM TEMPO ME AFASTO.
COMO SE NADA ACONTECERA.
EXILOU-ME EM UM MUNDO DISTANTE.
EM UM REFÚGIO SOMBRIO E NEFASTO.
A TUA VOZ SE CALOU DIANTE DE MIM.
O TEU OLHAR SE ESVAIU AO LONGE.
INVADIU-ME UM SILÊNCIO MORDAZ.
EMPURRANDO-ME AO SINAL DO FIM.
À NOITE, QUANDO ME FALTA O SONO.
RELEMBRAMENTOS AFÁVEIS ASSOLAM.
UM TORPOR INVADE A ALMA.
TUA ALEGRIA E O SORRISO ME CONSOLAM.

ANTONIO DE PAULA



domingo, 22 de setembro de 2013

CAMINHO DE OUTONO.

Quando aqui estiver, segurarei em tuas mãos!
Caminharemos sob o outono desfolhado.
Debaixo de pingos do sol, no aquecer das manhãs.
Se teus olhos se espelharem  em tua alma,
Meu sentimento tocar em teu coração!
Teus lábios disserem sim ao menos uma vez.
sentirei-me feliz.

Ah! Que bom se aqui estivesse,
Presente de corpo e pensamento.
Ouvindo-me um simples pedido.
Assentindo com o teu coração. 
Ao ouvir-me, entenderia os meus anseios.
Acaso silenciasse, ouviria no teu olhar.
A sutileza na tua afirmação!

Mas, quando aqui, chegares.
Saciarei os meus desejos.
Apagarei a minha saudade!
Aquecer-me-ei em teu corpo.
Serei um homem feliz!
Ainda que tua presença.
Seja tão somente física.


Antonio de Paula.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

PASSOS


Passos


Teus passos ressoaram sobre a noite.
Suave como o teu falar!
Melodiosos  como o tilintar dos sinos.
Que a Calidez da noite, me deixou entristecido!
Se ao menos pudesse seguí-los!
Afugentaria meu pensar sangrido.
Teu olhar não me fê-lo, quando se foi.
Como o fiz até o último brilho na penumbra
Tua silhueta foi a derradeira imagem,
Que ficou memorizada em minha mente!
Lembramentos tórridos, inquietos!
Saudade que debruçam sobre mim.
Esperança teimosa, valente, incansável!
Ah!... Se compreendesse teu instinto
Alheio ao Eu, indiferentemente inanimado!
E pudesse sentir o sabor de um dia alegre.
Quão escasso com a tua partida!
Compreendo que é ínfima, minha importância.
Para ti, nada acrescentei!
Contudo, a tua aura é grandiosa!
Reluzente aos meus passos!



                                               Antonio de Paula.

terça-feira, 12 de março de 2013

MIRAGEM DOURADA


Miragem dourada


A distância era odiosa.
Impossível revê-la tão breve.
Afoguei-me nas perdidas ondas.
Sobre o sol rutilante do meio dia.
Estava eu sozinho meio a multidão,
Sentado sobre a areia molhada.
Banhistas desfilavam sobre o meu olhar evasivo.
Desvelei minhas pálpebras e por um instante:
Você corria em minha direção,
Bailava ao vento em pura beleza!
Aquele sorriso esplêndido.
O cabelo dourado esvoaçava ao vento.
A veste fina transparecia tua exuberância.
Era um momento indescritível!
Preludialmente intensificado pelos nossos sonhos.
Impulsivo, jogo me a ti.
Nossos corpos se estremeceram.
Amamo-nos ao bramir das ondas.
Sob o céu dourado do entardecer.
Quando o negrume se pontilhou de luz.
Extasiamos na doçura do prazer.
Docilmente compassivo.
Alheio ao mundo, sobre a areia molhada.
Estávamos Sós, ouvindo o mar.
No quietar da noite sentia o teu coração.
Repousado sobre mim, até adormecer.
Pestanejei os olhos.
A miragem se desfez perdidas nas ondas.


Antonio de Paula.